sábado, 16 de maio de 2015

OTAN treina "rebeldes" sírios


O imperialismo, do alto de sua desfaçatez -que engana apenas polianas ou morenistas (aliás, os morenistas não são enganados; criminosamente, chegam a exigir ajuda militar imperialista, como se vê aqui)-, continua treinando "rebeldes" sírios, supostamente para o combate ao ISIS. Não é verdade. O que o imperialismo pretende é derrubar o regime anti-sionista e anti-imperialista de Assad, e para isso tem fomentado o mesmo ISIS que finge combater.

A matéria baixo foi extraída aqui.

Turkey says training of Syrian rebels delayed

By The Associated Press | Ankara
Tuesday, 12 May 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

MP 665 e a conta nas costas dos trabalhadores


O governo petista continua sua ofensiva contra os trabalhadores, em novo capítulo em torno da MP -medida provisória- nº 665, cujo texto final foi aprovado hoje na Câmara (aqui). Tal medida provisória, de iniciativa da Presidência, faz parte do "ajuste fiscal" pelo qual o governo federal pretende empurrar sobre os trabalhadores os prejuízos dos últimos anos. Como é dito aqui:

De acordo com o Ministério do Trabalho, o texto original da MP 665, que entrou em vigência 30 de dezembro, reduziria despesas com seguro-desemprego e abono salarial na ordem, respectivamente, de R$ 30,7 bilhões e R$ 12,3 bilhões. Com as alterações promovidas pelos parlamentares na medida, a equipe econômica terá de refazer os cálculos, quando descobrirá uma redução nessa economia.

Como se vê, é uma "economia" que se pretende fazer às custas de direitos trabalhistas, dentro do melhor receituário neoliberal, aplicado exemplarmente pelo governo petista desde os tempos de Lula.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Calendário eleitoral e golpismo


Segue abaixo, vertida para o português, nota da Tendencia Militante Bolchevique -seção argentina do Comitê de Ligação para a Quarta Internacional, do qual nossa Frente Comunista dos Trabalhadores é a seção brasileira- sobre a conjuntura sul-americana. Os camaradas apontam a tática imperialista de investir no jogo eleitoral, com destaque para as eleições presidenciais argentinas deste ano.

Calendário eleitoral e golpismo

Tudo indica que o imperialismo tem mudado de tática. É onde os candidatos da direita pró-imperialista aparecem de forma mais "moderada" e, portanto, com maiores chances eleitorais. Tal é o caso de Caprilles na Venezuela, Scioli na Argentina e quiçá algum peemedebista no Brasil. Nessa nova tática, o jogo do imperialismo é aguardar o calendário eleitoral. Não se pode esquecer que Maduro esteve a ponto de perder as eleições na Venezuela. Tudo isso coincide com os métodos da Era Obama, que conjugam o calendário eleitoral latino-americano com golpes parlamentares. Assim, a tática golpista não foi abandonada pelo imperialismo, e sim faz parte de um plano de várias ramificações. Nesse sentido é que, na Argentina, nas primárias (1) e depois nas eleições presidenciais, não surpreendem candidatos fiadores do imperialismo que têm chance eleitoral, como [Sergio] Masa (da Frente Renovador), [Daniel] Scioli (da Frente para la Victoria) ou [Mauricio] Macri (do PRO [Propuesta Republicana]), todos pró-imperialistas, apesar de suas diferenças.

domingo, 3 de maio de 2015

Apoiar a resistência contra os sauditas e seus aliados ianques e sionistas!


Texto publicado na Folha do Trabalhador nº 23
maio de 2015

Continua a ofensiva da coalização saudita -"Operação Tempestade Decisiva" [nota: formalmente encerrada em 21/ 04 e convertida em "Operação Renovação da Esperança" (Renewal of Hope)]- no Iêmen, no combate às forças xiitas Houtis, que derrubaram o até então presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi. Com isso, a Arábia Saudita, ao lado de seus aliados ianques e sionistas, deixa claro que não abre mão da hegemonia sobre a Península Arábica e arredores. É um recado claro ao Irã, que supostamente apoiaria os Houtis, pelo laço religoso -o xiismo (no caso dos iemenitas, a variante zaidita)- em comum.

O Irã é um velho adversário a ser batido. Dada a sua firme retórica anti-estadunidense e anti-sionista, desde a Revolução de 1979, e sua ascensão como potência regional, tornou-se inimigo nº1 dos regimes pró-Ocidente da região, que querem de todas as formas minar sua influência no mundo árabe-xiita, do Hezbollah libanês ao governo sírio de Assad. Os chiliques do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após as negociações entre as potências ocidentais e o Irã, envolvendo o programa nuclear do país -que culminaram por permitir, ainda que de forma controlada e reduzida, que os iranianos tocassem adiante suas atividades- são exemplos da hostilidade da qual a República Islâmica é alvo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A luta no campo jurídico: não vamos permitir que metam a mão em nossos direitos!


Texto publicado na Folha do Trabalhador nº 23
maio de 2015

O direito, para o marxismo, faz parte da "superestrutura" da sociedade (assim como a filosofia, a religião, a cultura), ou seja, é influenciado pela "base" material e econômica de tal sociedade. Um sistema feudal, por exemplo, terá um discurso jurídico e político que corresponda às suas bases feudais. Essa relação, contudo, não é sempre automática ou "mecânica", pois a superestrutura também influencia a base, em uma espécie de equilíbrio dialético.

Como a superestrutura também influencia a base, ela pode ser utilizada para trazer melhorias para a classe trabalhadora, mesmo que o sistema dominante seja o capitalismo. No caso da ordem jurídica, isso quer dizer que direitos e garantias podem ser buscados, através das  instituições (Legislativo, Judiciário etc.), para melhorar a vida dos trabalhadores. É claro que isso é um trabalho difícil, pois os grupos dominantes sempre tentarão impor sua vontade, e farão o possível para evitar que sejam aprovadas leis que tragam melhorias. É por isso que o trabalho nos sindicatos, nas associações de moradores, grêmios estudantis etc. é importante, porque são armas que a população possui para combater os grupos dominantes. Às vezes, sem perceber estamos fazendo o jogo dos exploradores, porque, como disse, Marx, "as ideias dominantes são as ideias da classe dominante".  Isso é mais um motivo para que fiquemos alertas, não admitindo que esses exploradores possam prejudicar os nossos direitos.

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