segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sobre a islamofobia crescente


Coletivo Espaço Marxista
setembro de 2017

O recrudescimento da islamofobia é um dos sintomas da efervescente maré reacionária dos dias de hoje, do que são exemplo em nível mundial a eleição de Trump em 2016 nos EUA e a ida de Marine Le Pen ao segundo turno no pleito francês em maio deste ano. Em todo o Ocidente se disseminam agressões contra a população muçulmana, seja através de passeatas organizadas pela extrema-direita (como a recente marcha supremacista branca em Charlottesville, EUA) seja de ataques a mesquitas. Mesmo no supostamente tolerante Brasil os incidentes têm se repetido, como se viu na hostilidade ao ambulante sírio de Copacabana ou na manifestação movida pelo fundamentalismo cristão, também no Rio de Janeiro.

domingo, 13 de agosto de 2017

LIT-QI conclui que o melhor para a Venezuela é o aprofundamento neoliberal


O texto que publicamos abaixo analisa o posicionamento da LIT- Liga Internacional dos Trabalhadores acerca da Venezuela. Como denunciado no texto, a organização morenista professa um esquerdismo infantil ingênuo (ou mal intencionado) na análise da conjuntura do país e na prática está do lado da direita pró-imperialista na luta contra a Revolução Bolivariana. Nós do Coletivo Espaço Marxista, ao contrário, estamos do lado de Maduro e do povo venezuelano. As críticas (que possuímos) ao regime devem ser no sentido do aprofundamento do processo bolivariano, e não no de sua interrupção, que é o que fatalmente ocorrerá caso a direita alinhada a Washington consiga dar um golpe de Estado. Mesmo que o regime bolivariano seja exclusivamente "burguês" (caracterização que em si já seria controvertida), ainda assim, como ensinou Trotsky, "em todos os casos nos quais ela [a burguesia nacional] enfrenta diretamente os imperialistas estrangeiros ou seus agentes reacionários fascistas, lhe damos nosso pleno apoio revolucionário".

LIT-QI conclui que o melhor para a Venezuela é o aprofundamento neoliberal

Rodrigo Choinski
jornalista

Entenda a falta de lógica da nota da LIT-QI, representada no Brasil pela CST (no PSOL) e pelo PSTU, sobre a Venezuela.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Nota sobre o fascismo


Alexandre Lobo
Simpatizante do 
Coletivo Espaço Marxista

Com a ascensão de Donald Trump na presidência dos EUA, uma quase vitória dos Le Pen na França e o crescimento expressivo da candidatura de Jair Bolsonaro, portadores de discursos radicais, nacionalistas e contra os chamados direitos humanos, é pertinente discutir conceitualmente o fascismo. Não se trata de um conceito meramente utilizado para uma classificação rígida de discursos, mas sim de elencar alguns elementos em sua origem história para, em um momento posterior, comparar com o presente e fornecer instrumentos de avaliação da possibilidade de ascensão do fascismo no mundo contemporâneo. Nas breves linhas que se seguem, resumidamente, o contexto do surgimento, a relação fascismo/nazismo e a questão de sua composição social.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A sociedade espanhola de classes na Guerra Civil


O mês de julho deste ano marca os 81 anos do início da Guerra Civil Espanhola (7 de julho de 1936 a 1 de abril de 1939). Para lembrar a data, publicamos o artigo abaixo. É fundamental, ao analisar o período a partir da posição da esquerda revolucionária, denunciar o papel nefasto do stalinismo, cuja política conciliadora de classes, via "frente popular", esmiuçada por Leon Trotsky em Menchevismo e Bolchevismo na Espanha, bem como sua perseguição a quadros da esquerda não-stalinista, como o dirigente do POUM Andreu Nin, barbaramente trucidado por agentes da NKVD, muito contribuiu para a vitória das forças fascistas de Franco.

A sociedade espanhola de classes na Guerra Civil

Kelson Antônio Maximiano
Historiador

Introdução

Em um pequeno país europeu há muito despido de sua glória antiga, reduzido apenas a um território auto-suficiente, o conflito o torna “símbolo de uma luta global”. A Espanha agora se via em uma guerra fratricida da qual seu resultado final representaria uma ditadura que só se findaria em 1975.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Todas as frentes de luta contra o capital e seus lacaios


Coletivo Espaço Marxista
julho de 2017

Conforme era esperado, Lula é condenado pelo juiz-inquisidor tucano Sergio Moro. Toda a narrativa "lavajatiana" foi construída rumo a isso desde o início, dentro de um projeto deliberado para destroçar o PT e suas lideranças, bem como os setores da burguesia brasileira alinhados ao nacional-desenvolvimentismo petista. As implicações geopolíticas são muito evidentes para que se possa acreditar na cantilena hipócrita do "combate à corrupção". O fato de políticos arqui-corruptos, de Aécio a Temer, passando por Jucá, escaparem incólumes da sanha "justiceira" dos procuradores de Curitiba, apesar de fartas provas (ao contrário de Lula, cuja condenação no caso do tríplex no Guarujá se deu na base do "disse-me-disse" e papeis sem assinatura), é exemplo evidente da seletividade da operação. Aécio é emblemático: apesar de gravações em áudio e tudo o mais (onde diz que mataria antes de ser delatado), foi afastado do mandato de senador por pouquíssimo tempo, tendo retornado inclusive a tempo de votar contra os trabalhadores, na aprovação da nefasta reforma trabalhista no Senado; já Delcídio do Amaral por muito menos sofreu execração pública e foi humilhantemente arrastado ao cárcere, em pleno exercício do mandato (o que contraria a Constituição, que só admite prisão nessas circunstâncias em caso de flagrante delito). A diferença é óbvia: Aécio é tucano, enquanto Delcídio era do PT. Apenas imbecilidade e má-fé podem justificar a crença na "imparcialidade" dos impolutos "combatentes da corrupção" da máquina judiciária-policial burguesa.

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