quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sobre separatismo e nacionalidades oprimidas


Resolução do Coletivo Espaço Marxista
outubro de 2017

1. Como diz Trotsky, "A luta resoluta do Partido Bolchevique pelo direito à autodeterminação das nacionalidades oprimidas pela Rússia facilitou muito a conquista do poder pelo proletariado" ("A Independência da Ucrânia e a Confusão Sectária", 1939), dado que o Partido sempre resistiu "com intransigência a quaisquer espécies de opressão nacional e, entre elas, a de reter pela força tal ou qual nacionalidade dentro dos limites de um Estado comum" ("A História da Revolução Russa", 1930). Com a vitória da revolução, o banimento da opressão das minorias nacionais ganhou status constitucional na nascente república soviética (artigo 2º, capítulo 5, 22, da Carta de 1918).

2. É questão de princípio defender a emancipação dos povos e seu direito à auto-determinação. Repudiamos a opressão das minorias nacionais, conforme a tradição bolchevique, sendo certo que a mera manutenção artificial de determinado povo sob a autoridade de outro já é, em si, uma situação de opressão.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A solução está na classe trabalhadora, não nos militares


Coletivo Espaço Marxista
outubro de 2017

A mídia tem divulgado que segundo pesquisas uma grande parcela da população brasileira é favorável a uma intervenção militar. Esse pleito não é novo, tendo aparecido em 2011 durante as famigeradas "Jornadas de Junho" (o que diz muito sobre aqueles dias, que inexplicavelmente seguem sendo romantizados por setores da esquerda pós-moderna) e ganhou fôlego com a recente declaração do general Antônio Hamilton Mourão, "sugerindo" uma quartelada diante da crise institucional e política do Brasil pós-golpe (civil, no caso). Mesmo nomes da esquerda parecem capitular ao pleito, depositando nos militares a esperança para se colocar fim ao desmonte e entrega dos recursos e empresas nacionais realizados pelo neoliberalíssimo governo de Temer.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Patronal desrespeita a Justiça e traz tensão para o Porto de Santos


Coletivo Espaço Marxista
setembro de 2017

No dia 18 de setembro a Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos) de São Paulo elevou o nível de segurança do Porto de Santos, ou seja, está autorizando a Polícia Militar a ingressar na área (que é federal) caso haja "necessidade". Essa medida tem como objetivo ameaçar e constranger os trabalhadores portuários, que se encontram justamente indignados com a postura da patronal, que se recusa a cumprir ordem judicial que garante a contratação paritária de 50% de avulsos e 50% de vinculados.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sobre a islamofobia crescente


Coletivo Espaço Marxista
setembro de 2017

O recrudescimento da islamofobia é um dos sintomas da efervescente maré reacionária dos dias de hoje, do que são exemplo em nível mundial a eleição de Trump em 2016 nos EUA e a ida de Marine Le Pen ao segundo turno no pleito francês em maio deste ano. Em todo o Ocidente se disseminam agressões contra a população muçulmana, seja através de passeatas organizadas pela extrema-direita (como a recente marcha supremacista branca em Charlottesville, EUA) seja de ataques a mesquitas. Mesmo no supostamente tolerante Brasil os incidentes têm se repetido, como se viu na hostilidade ao ambulante sírio de Copacabana ou na manifestação movida pelo fundamentalismo cristão, também no Rio de Janeiro.

domingo, 13 de agosto de 2017

LIT-QI conclui que o melhor para a Venezuela é o aprofundamento neoliberal


O texto que publicamos abaixo analisa o posicionamento da LIT- Liga Internacional dos Trabalhadores acerca da Venezuela. Como denunciado no texto, a organização morenista professa um esquerdismo infantil ingênuo (ou mal intencionado) na análise da conjuntura do país e na prática está do lado da direita pró-imperialista na luta contra a Revolução Bolivariana. Nós do Coletivo Espaço Marxista, ao contrário, estamos do lado de Maduro e do povo venezuelano. As críticas (que possuímos) ao regime devem ser no sentido do aprofundamento do processo bolivariano, e não no de sua interrupção, que é o que fatalmente ocorrerá caso a direita alinhada a Washington consiga dar um golpe de Estado. Mesmo que o regime bolivariano seja exclusivamente "burguês" (caracterização que em si já seria controvertida), ainda assim, como ensinou Trotsky, "em todos os casos nos quais ela [a burguesia nacional] enfrenta diretamente os imperialistas estrangeiros ou seus agentes reacionários fascistas, lhe damos nosso pleno apoio revolucionário".

LIT-QI conclui que o melhor para a Venezuela é o aprofundamento neoliberal

Rodrigo Choinski
jornalista

Entenda a falta de lógica da nota da LIT-QI, representada no Brasil pela CST (no PSOL) e pelo PSTU, sobre a Venezuela.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Nota sobre o fascismo


Alexandre Lobo
Simpatizante do 
Coletivo Espaço Marxista

Com a ascensão de Donald Trump na presidência dos EUA, uma quase vitória dos Le Pen na França e o crescimento expressivo da candidatura de Jair Bolsonaro, portadores de discursos radicais, nacionalistas e contra os chamados direitos humanos, é pertinente discutir conceitualmente o fascismo. Não se trata de um conceito meramente utilizado para uma classificação rígida de discursos, mas sim de elencar alguns elementos em sua origem história para, em um momento posterior, comparar com o presente e fornecer instrumentos de avaliação da possibilidade de ascensão do fascismo no mundo contemporâneo. Nas breves linhas que se seguem, resumidamente, o contexto do surgimento, a relação fascismo/nazismo e a questão de sua composição social.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A sociedade espanhola de classes na Guerra Civil


O mês de julho deste ano marca os 81 anos do início da Guerra Civil Espanhola (7 de julho de 1936 a 1 de abril de 1939). Para lembrar a data, publicamos o artigo abaixo. É fundamental, ao analisar o período a partir da posição da esquerda revolucionária, denunciar o papel nefasto do stalinismo, cuja política conciliadora de classes, via "frente popular", esmiuçada por Leon Trotsky em Menchevismo e Bolchevismo na Espanha, bem como sua perseguição a quadros da esquerda não-stalinista, como o dirigente do POUM Andreu Nin, barbaramente trucidado por agentes da NKVD, muito contribuiu para a vitória das forças fascistas de Franco.

A sociedade espanhola de classes na Guerra Civil

Kelson Antônio Maximiano
Historiador

Introdução

Em um pequeno país europeu há muito despido de sua glória antiga, reduzido apenas a um território auto-suficiente, o conflito o torna “símbolo de uma luta global”. A Espanha agora se via em uma guerra fratricida da qual seu resultado final representaria uma ditadura que só se findaria em 1975.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Todas as frentes de luta contra o capital e seus lacaios


Coletivo Espaço Marxista
julho de 2017

Conforme era esperado, Lula é condenado pelo juiz-inquisidor tucano Sergio Moro. Toda a narrativa "lavajatiana" foi construída rumo a isso desde o início, dentro de um projeto deliberado para destroçar o PT e suas lideranças, bem como os setores da burguesia brasileira alinhados ao nacional-desenvolvimentismo petista. As implicações geopolíticas são muito evidentes para que se possa acreditar na cantilena hipócrita do "combate à corrupção". O fato de políticos arqui-corruptos, de Aécio a Temer, passando por Jucá, escaparem incólumes da sanha "justiceira" dos procuradores de Curitiba, apesar de fartas provas (ao contrário de Lula, cuja condenação no caso do tríplex no Guarujá se deu na base do "disse-me-disse" e papeis sem assinatura), é exemplo evidente da seletividade da operação. Aécio é emblemático: apesar de gravações em áudio e tudo o mais (onde diz que mataria antes de ser delatado), foi afastado do mandato de senador por pouquíssimo tempo, tendo retornado inclusive a tempo de votar contra os trabalhadores, na aprovação da nefasta reforma trabalhista no Senado; já Delcídio do Amaral por muito menos sofreu execração pública e foi humilhantemente arrastado ao cárcere, em pleno exercício do mandato (o que contraria a Constituição, que só admite prisão nessas circunstâncias em caso de flagrante delito). A diferença é óbvia: Aécio é tucano, enquanto Delcídio era do PT. Apenas imbecilidade e má-fé podem justificar a crença na "imparcialidade" dos impolutos "combatentes da corrupção" da máquina judiciária-policial burguesa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pequena nota sobre o poder da greve



Graco Babeuf
simpatizante do
Coletivo Espaço Marxista

A democracia burguesa é inimiga do desenvolvimento da consciência da luta de classes. O mundo da igualdade perante a lei legitima-se no discurso da igualdade de oportunidades ao mesmo tempo em que escamoteia a desigualdade de condições, levando a um certo conformismo com o status quo ante a possibilidade de ascensão social e identificação dos excluídos com os excluidores. As grandes transformações sociais ocorreram não pela convivência pacífica entre os diferentes socialmente, mas devido a uma situação de tensão extremada entre aqueles que possuem muito e os que possuem pouco. E para os que possuem muito, o maior perigo vem das camadas que não possuem nada a perder. Foram nos momentos iniciais da Revolução Industrial e do desenvolvimento do capitalismo no período fordista taylorista que o movimento sindical classista fortaleceu-se. Os trabalhadores, com quase direito nenhum, reivindicaram férias, descanso remunerado e aposentadora.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Solidariedade aos servidores de Curitiba contra os ataques de Greca


Coletivo Espaço Marxista
junho de 2017

Nesta segunda-feira (26) a Câmara Municipal de Curitiba-PR aprovou os principais pontos do pacote de ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca (PMN). Tal "pacote das maldades" é uma brutal agressão contra a população curitibana e seus servidores: dentre as medidas, autoriza o saque pela prefeitura de milhões do fundo de aposentadoria (o que pode ter consequências graves para os aposentados no futuro próximo), aumenta de 11% para 14% as contribuições previdenciárias do funcionalismo e adia a data-base do seu reajuste salarial anual de março para outubro. Durante a votação houve protestos e os servidores foram severamente reprimidos pelas forças policiais.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Declaração da FPLP sobre os 50 anos da Guerra dos Seis Dias


Publicamos abaixo a declaração da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) nos marcos dos 50 anos da Guerra dos Seis Dias. O Coletivo Espaço Marxista expressa sua total solidariedade ao povo palestino em sua luta contra a ocupação sionista.

Declaração da Frente Popular para a Libertação da Palestina no 50º Aniversário da Derrota de Junho: combater o sionismo e o imperialismo!

05 de junho de 2017

O dia 5 de junho marca os 50 anos da derrota de 1967, cujo principal resultado foi a completa ocupação do resto da Palestina, bem como das Colinas de Golã na Síria e do Sinai no Egito. Esse acontecimento aprofundou o conceito da derrota e suas implicações no pensamento e prática árabes e gerou inúmeros esforços no sentido de se obter uma solução para o conflito árabe-sionista.

sábado, 17 de junho de 2017

Setor naval brasileiro e a guerra na arena capitalista


Coletivo Espaço Marxista
junho de 2017

Em meados de 2014 a indústria naval brasileira começou a apresentar sintomas de deterioração. As primeiras demissões em massa começaram a acontecer no segundo semestre do ano e se incorporaram com um volume significativo à estatística nacional de desempregados.

Diversos estaleiros da costa brasileira passaram a diminuir sua força de trabalho vertiginosamente até chegarem ao nível crítico de fecharem suas portas temporariamente, na tentativa de se manter hibernados até que a crise instaurada no Brasil passasse e os investimentos bilionários da Petrobrás voltassem para as empreiteiras brasileiras, mas não foi o que aconteceu.

domingo, 11 de junho de 2017

Comentários sobre o 6º Congresso do PT


Coletivo Espaço Marxista
junho de 2017

O PT realizou há pouco seu 6º Congresso Nacional, consagrando a senadora Gleisi Hoffmann como a primeira presidenta da sigla. O discurso de Lula, na abertura, como esperado foi na linha do tradicional caráter conciliador do partido (daí o tom bonapartista de seu governo, isto é, de árbitro das classes em disputa): se por um lado defendeu a política externa petista na construção da multipolaridade mundial, bateu nas Organizações Globo, falou em defesa de índios, quilombolas, mulheres e LGBTs, e mesmo se referiu aos adversários como "inimigos de classe", por outro lado sequer citou o "fora Temer" ou a convocação para novas eleições gerais -ao contrário, falou no partido voltando a governar a partir de 2018, isto é, deu como fato consumado a conclusão do mandato de Michel Temer- e chamou os empresários para conversar, afirmando que "não queremos acabar com eles, mas sim que não acabem com a gente"(!).

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A educação no Rio Grande do Sul sob ataque


Publicamos a seguir uma entrevista concedida a nós pela companheira "Mariana Silva", militante do CPERS- Sindicato dos Professores e Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Sul. Fala da situação da categoria, da luta contra os ataques neoliberais do governo Sartori (PMDB) e as reformas do governo Temer.

Coletivo Espaço Marxista: De qual sindicato faz parte? É filiada?

Mariana Silva: Filiada ao CPERS/ Sindicato, atuando há 23 anos na categoria.

CEM: Qual a situação dá tua categoria hoje no RS?

MS: Situação muito difícil com o tratamento de descaso do atual governo. A categoria sente-se desmotivada com o arrocho e parcelamento do salário, bem como com o sucateamento da rede. Prevê e já sente as consequências negativas da implantação da privatização, com o fechamento de escolas, de turmas, falta de concurso, menos nomeações, mais contratos temporários, aumento da carga horária de trabalho, falta de investimento e políticas de formação.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aumento previdenciário é outra covardia contra os servidores do RJ


Reproduzimos abaixo a nota do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), contra a medida do governador Pezão (PMDB) que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores estaduais. Está claro e evidente que a crise que se instalou no Rio de Janeiro não tem relação direta com os gastos com o funcionalismo e não podemos aceitar que nos mandem pagar a conta por incompetência da administração, isenções de tributos e corrupção praticadas por membros do governo. Aumentar a alíquota do desconto quando não se tem reajustes em anos e quando se discute o não repasse de verbas para investimentos em educação é levar os trabalhadores a perdas no seu poder de subsistência. O SEPE alertando que a luta continua, vai buscar juridicamente soluções que nos livrem de mais essa maldade, já que o governo federal também se empenha em aprovar maldades que não atingem somente os funcionários públicos, mas sim todos os trabalhadores.

SEPE INGRESSARÁ NA JUSTIÇA CONTRA O AUMENTO PREVIDENCIÁRIO DOS SERVIDORES ESTADUAIS DE 11% PARA 14%

O Sepe repudia a forma como foi aprovado o aumento previdenciário na última quarta (24/05). Como já havia se manifestado diversas vezes, esse desconto coloca a conta da crise unicamente nas costas dos servidores.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A lição que a esquerda moralista ainda não aprendeu


O texto abaixo vem na sucessão do depoimento de Lula a Sérgio Moro, no âmbito da inquisitorial "Lava Jato". O Coletivo Espaço Marxista, no geral, compartilha da mesma opinião do articulista.

Vamos aos fatos

Mário Medina
Tendência Revolucionária (PSOL)

Não adianta tentar pegar o Lula em contradição, dar mandado de condução coercitiva, enfim, todo esse jogo de cena. Isso só serve pra espetacularização da mídia golpista. Se não tem provas, não tem ilícito. Qualquer Zé Mané sabe disso.

Agora, e isso é pertinente apontar, pra Sérgio Moro isso não é problema. O Congresso Nacional votou um impeachment sem crime de responsabilidade; quer maior desconsideração da lei e do direito que essa?!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Exercícios militares com os ianques é amostra da política externa de Temer


Coletivo Espaço Marxista

O governo golpista de Michel Temer "convidou" tropas estadunidenses para a realização de exercícios militares na região amazônica, em novembro deste ano. A operação "inédita", como as Forças Armadas brasileiras orgulhosamente têm colocado, vem em um momento quando os golpistas buscam terceirizar a vigilância do espaço amazônico, isto é, entregar à iniciativa privada uma tarefa altamente estratégica. É claro que não há coincidência nenhuma, ao contrário, isso reflete uma evidente opção político-ideológica do bloco que assaltou o Planalto: a submissão canina a Washington, em detrimento da construção de uma América Latina soberana nos marcos de um mundo multipolar.

domingo, 30 de abril de 2017

28 de Abril: trabalhadores nas ruas contra os ataques do governo golpista


Coletivo Espaço Marxista

Nesta sexta, dia 28, a massa trabalhadora brasileira ocupou as ruas, realizando a primeira greve geral após quase duas décadas. Os protestos, que ganharam ampla repercussão na mídia internacional (apesar de canalhamente minimizada pela grande imprensa de direita, aliada de Temer), com piquetes e bloqueios de estradas em todo o país, mobilizaram inúmeras categorias, como bancários, portuários, comerciários, petroleiros e profissionais da educação, dentre outros. Mostrando o seu caráter de massa, a greve foi convocada por um amplo espectro, das centrais aos movimentos sociais, passando por setores progressistas da sociedade civil e das igrejas católica e evangélica.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A mediação internacional é necessária na questão curda


Publicamos abaixo uma entrevista concedida pelo dirigente curdo Cemil Bayik ao órgão de mídia Al-Monitor, antes do referendo constitucional na Turquia que deliberou pelo regime presidencialista, ou seja, ampliando os poderes de Erdogan.

O Espaço Marxista é solidário à luta do povo curdo por autodeterminação, e é evidente para nós que a linha federativa, ecológica, feminista e plural do PKK é mais progressista que o nacionalismo burguês baathista de Assad. Nesse sentido, apoiamos os curdos contra o regime de Assad. Todavia, repudiamos resolutamente a influência do imperialismo estadunidense e europeu, de modo que, nas hipóteses em que os curdos estejam apoiados ou em unidade de ação com os ianques contra Assad, estaremos apoiando Assad- afinal, não se pode lutar por uma Síria "democrática" ao lado da OTAN.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Poder para os trabalhadores contra a carne fraca do capitalismo


Coletivo Espaço Marxista

Com estardalhaço, a Polícia Federal deflagrou a operação "Carne Fraca", visando apurar irregularidades no setor frigorífico nacional, como a venda de produtos adulterados, vencidos ou com substâncias tóxicas. A pirotecnia foi a de sempre, envolvendo mais de mil policiais em seis Estados brasileiros e dezenas de prisões e mandados de busca. A megaoperação causou turbulência no setor, afetando as ações das gigantes JBS (Friboi, Seara) e BRF (Sadia, Perdigão) e trazendo queda vertiginosa nas exportações.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Oito de março- registros fotográficos


As imagens a seguir são de autoria do companheiro Ronaldo Werneck, do Sindicato dos Radialistas de São Paulo e amigo do Coletivo Espaço Marxista. Retratam a marcha dos movimentos populares e sociais no 08/03 deste ano (Dia Internacional da Mulher), na cidade de São Paulo.

O Coletivo Espaço Marxista destaca a importância e a necessidade urgente da luta feminista (que também precisa ser anticapitalista), contra a homofobia, a misoginia, a transfobia e qualquer outra forma de opressão ou preconceito.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Todo apoio aos servidores municipais de Florianópolis!


O Espaço Marxista se junta à campanha de solidariedade ao Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (SINTRASEM). Subscrevemos, assim, a moção de apoio proposta pela campanha, que vai abaixo, a qual divulgaremos amplamente em nossas redes sociais.

Ao Prefeito de Florianópolis, Gean Marques Loureiro,
Ao Procurador Geral da prefeitura de Florianópolis, Diogo Pítsica,
À Desembargadora do TJ-SC, Vera Lúcia Ferreira Copetti:

O Coletivo Espaço Marxista vem manifestar sua solidariedade com as exigências dos Servidores Municipais de Florianópolis, especialmente com a exigência de revogação do pacote de medidas aprovadas na Câmara de Vereadores a pedido do prefeito Gean Loureiro, que retiram direitos, cortam salários e destroem as aposentadorias. Nos dirigimos a cada uma das autoridades responsáveis pela situação criada pedindo-lhes que:

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Por uma frente única contra os ataques dos golpistas


Coletivo Espaço Marxista

O golpe avança a passos largos. Nos últimos dias o Brasil presenciou o óbito de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, vitimada por um AVC que, sem a menor sombra de dúvidas, deve ser atribuído ao alto grau de stress causado pela perseguição dos inquisidores de Curitiba. Como se sabe, Moro et caterva, em sua cruzada reacionária contra o PT (e, indiretamente, contra o conjunto da esquerda e movimentos sociais), há tempos têm perseguido implacavelmente Lula e sua família, em um festival de arbitrariedades que envolve denúncias sem provas em processos criminais, grampos de conversas familiares com posterior vazamento para a imprensa e o infame sequestro do dirigente petista cometido pela Polícia Federal em 04 de março de 2016.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A morte de Teori Zavascki é outro capítulo do golpe



Coletivo Espaço Marxista

Mal foi confirmada a morte de Teori Zavascki, no acidente aéreo que vitimou ainda outras quatro pessoas no dia 19 de janeiro em Paraty-RJ, a especulação sobre o nome de seu sucessor no Supremo Tribunal Federal correu solta, em meio a uma rede de intrigas, suspeitas e boatos que tomou conta da grande mídia e das redes sociais. Tanta celeuma tem razão de ser: Teori era o relator da Lava Jato no Supremo, e conforme o regimento da corte o ministro nomeado para sua vaga será seu substituto na relatoria. E como se sabe a indicação fica a cargo do presidente da República, no caso o golpista Michel Temer, citado inúmeras vezes na mesma Lava Jato.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A "Lava Jato" é só mais uma peça no bloco golpista


Coletivo Espaço Marxista

A "Operação Lava Jato" avança, com o apoio das oligarquias da grande mídia e arrancando aplausos dos coxinhas batedores de panelas. O motivo do entusiasmo é evidente, afinal está minando impiedosamente o PT, dando seguimento ao trabalho começado na AP 470 (o "Mensalão"), conduzida por Joaquim Barbosa, o outrora heroi nacional da revista Veja que como peça descartável foi jogado ao ostracismo tão logo cumpriu seu papel. A "Lava Jato" forneceu o substrato necessário que, despejado incessantemente pelo "jornalismo de guerra" das Organizações Globo et caterva, alimentou a sanha populista de direita que ajudou a implodir o governo de Dilma Rousseff, em um dos mais infames episódios da nossa já desmoralizada ordem constitucional de 1988.

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